A nível ecológico, a área apresenta vegetação ribeirinha típica, como salgueiros e freixos, que proporcionam sombra e abrigo a diversas espécies de aves e pequenos animais. Este ecossistema demonstra a importância das linhas de água no interior do Algarve, sustentando tanto a biodiversidade como a agricultura tradicional da região.
Historicamente, a ribeira teve um papel essencial na vida da comunidade local, alimentando moinhos de água e contribuindo para a produção agrícola. Assim, a Queda do Vigário não é apenas um ponto paisagístico, mas também um símbolo da ligação entre natureza, tradição e vida rural no Algarve mais autêntico.
A cascata forma-se a partir da ribeira de Alte, criando uma queda de água que alimenta uma pequena lagoa natural, onde, dependendo do caudal, é possível desfrutar da frescura da água. No inverno e primavera, com maior pluviosidade, a queda apresenta-se mais abundante e visualmente impressionante.
A zona envolvente é marcada por caminhos pedestres, pontes rústicas e áreas verdes, tornando-a ideal para passeios em família e contacto com a natureza. Além do valor paisagístico, a Queda do Vigário reflete a importância das linhas de água no interior algarvio, fundamentais para a agricultura tradicional e para a biodiversidade da região.
